A dermatologista Meire Brasil Parada, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que as unhas possuem um espaço de crescimento determinado. Se você corta as laterais, a pele passa a ocupar esta região e, assim que a unha começar a crescer novamente, disputar o lugar, fazendo pressão no dedo. Resultado: a unha fica sem espaço pra crescer e acaba encravando. Por isso, o ideal é remover o excesso de pele das laterais, mas nunca deixar buraquinhos porque a unha foi cortada nos cantos.
Lixe as unhas após o corte
Não basta cortar as unhas, é preciso lixar também. "O lixamento remove as espículas de unha, aquelas pontinhas que podem encravar. Isso acontece porque o organismo entende essas sobras de unha como um corpo estranho, gerando o processo inflamatório.
Evite tirar as cutículas
A cutícula incomoda muita gente, mas esta pele fininha é a proteção da unha contra fungos e bactérias. A recomendação da dermatologista Daniela essa barreira, evitando problemas. "Sem a cutícula, a unha fica mais propensa às infecções".
Fuja dos sapatos apertados
Fãs de sapatos com bico fino, uma má notícia: esse tipo de calçado, especialmente, ou outros modelos que apertem demais as unhas acabam levando ao encravamento. Meire conta que sapatos apertados exercem uma pressão sobre os cantos das unhas, o que gera um processo inflamatório e a unha acaba encravando. "O sapato ideal é aquele que tem o bico mais alargado ou arredondado, deixando os dedos fiquem mais soltos, ou uma sandália que deixa o pé bem livre".
Deixe os pés limpinhos
Higiene sempre é muito importante, ainda mais para quem sofre constantemente com unhas encravadas. "O maior acúmulo de células mortas do pé facilita a proliferação de micro-organismos. A higiene limita a invasão de fungo ou bactéria", afirma Daniela. Mantenha os pés sempre limpos, principalmente debaixo das unhas, para não dar espaço às infecções!
Mantenha a postura correta
Andar sem postura acaba aumentando a pressão sobre partes específicas dos pés. Quando este esforço recai sobre os dedos, pode haver alguma mudança no crescimento da unha e favorecer o encravamento.
E quando nada disso adianta?
Muitas pessoas têm o que a dermatologista Meire chama de unha encravada congênita, ou seja, o problema decorre do próprio formato da unha, que tem um espaço pequeno demais para crescer e, muitas vezes, não consegue. Esse problema se manifesta até mesmo em bebês e um dermatologista pode ajudar no diagnóstico e na recomendação do melhor tratamento.
Uma das opções é a instalação de um aparelho, parecido com um ortodôntico, que empurra e aumenta a região de crescimento da unha, progressivamente. Em casos extremos, o médico pode apelar para a cirurgia, que consiste na diminuição da matriz da unha, diminuindo sua largura.
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