Ele pode se manifestar quando um indivíduo está em uma situação de estresse, nervosismo, tédio ou ansiedade, estimulando a pessoa a morder as unhas da mão e, até mesmo, as dos pés, o que pode provocar prejuízos à saúde corporal, inclusive a bucal.
"Os dedos ao serem levados à boca transportam germes, vírus, fungos e bactérias, que se localizam abaixo da unha, e podem ocasionar má oclusão dos dentes. Já o hábito de roer a unha auxilia no desgaste do esmalte dos dentes e os fragiliza em relação às cáries, além de lascá-los e fraturá-los", explica o especialista em saúde bucal, Dr. Sérgio Kignel.
Um estudo relatou que pacientes que roem a unha, mastigam lápis ou apertam os dentes podem apresentar risco aumentado de bruxismo, que é a ação não intencional de ranger ou apertar os dentes, e dor facial, dores de cabeça, sensibilidade dentária, retração da gengiva e perda dental.
Segundo Kignel, por ser um hábito compulsivo de ordem emocional, há tratamentos para que a pessoa elimine-o. "Terapia comportamental, por exemplo, auxilia na reversão da compulsão com técnicas para desacostumar o indivíduo a levar a mão até a boca".
Além disso, pode haver a indicação de medicamentos como antidepressivos, antipsicóticos, complexo B; de técnicas de relaxamento; de exercícios físicos e respiratórios.
A melhor técnica para acabar com o hábito de roer unhas, deve ser indicada pelo médico ou psicólogo, juntamente com a opinião e gosto pessoal do indivíduo.
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